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Presidente Neto no monumento à Liberdade

Presidente Neto é recordado na África do Sul
pelo seu contributo na luta contra o apartheid

O Freedom Park  (Parque da Liberdade) da África do Sul, um monumento à liberdade e democracia, que na quinta-feira comemora três anos de existência, vai incluir, em breve, o nome do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, na “Galeria dos líderes”, espaço destinado a destacados combatentes pela liberdade já falecidos.

A Galeria dos Líderes é uma das áreas mais importantes do Freedom Park. Ainda em fase de montagem, o espaço expõe figuras cujas qualidades de liderança e conquistas foram fundamentais na luta pelos direitos humanos e pela liberdade.

No Parque da Liberdade já se encontram fotografias gigantes de Che Guevara, Kwame Nkrumah (Ghana), Julius Nyerere (Tanzânia) ou Oliver Tambo. Jornalistas angolanos, que estiveram recentemente em reportagem na África do Sul, no âmbito dos 35 anos de independência de Angola, visitaram o Freedom Park e foram informados que muuito brevemente a galeria dos heróis vai ser enriquecida com os nomes de Agostinho Neto (Angola), Samora Machel (Moçambique) e Amílcar Cabral (Guiné-Bissau).

Os jornalistas angolanos foram acompanhados por antigos combatentes do ANC, que estiveram nas bases de Angola ao serviço do braço armado “Umkonto we Sizwe” (lança da Nação), alguns dos quais conviveram com Agostinho Neto.

Os sul-africanos estudam ainda qual deve ser a frase que vai legendar a foto gigante do Presidente Neto. Uma das frases muito referenciadas por antigos combatentes do ANC foi “O mais importante é resolver os problemas do povo”, que eles fazem questão de dizer em português.

Outro espaço de destaque no Freedom Park é o Muro dos Nomes, onde já constam 76 mil vítimas das guerras, desde a era pré-colonial, até ao período da luta anti-apartheid. Vão ser gravados naquelas paredes 120 mil nomes, acompanhados das datas de nascimento e morte.

As palavras de Agostinho Neto dirigidas ao primeiro grupo de combatentes do ANC que com ele viajaram da Tanzânia para Angola, nos primórdios da independência de Angola, ainda se mantinham vivas na memória dos combatentes do ANC. Caculama e Quibaxi foram as localidades mais citadas nos depoimentos, por terem sido as principais bases de treino militar do ANC no território angolano.

Um país aberto

A condição de estado livre e independente também foi muito útil para os guerrilheiros do ANC, pois era de Angola que muitas vezes partiam para a formação em Cuba ou na então União Soviética. O passaporte angolano foi de grande utilidade, conforme conta o tenente-general dos serviços médicos das forças sul-africanas, o médico Mokhethi Radebe.

“Para mim, o passaporte angolano foi o mais valioso, porque me sentia como um cidadão livre, de um país independente, enquanto eu lutava pela libertação do meu país”, declarou emocionado aos jornalistas angolanos, aos quais mostrou passaportes de diversos países utilizados na altura.

“Em Angola encontrámos apoio total. Não havia restrições, em termos de apoio. Por isso tenho dito que Angola foi um país aberto”, referiu.
Nas memórias dos antigos militares perpassam momentos difíceis. O coronel na reserva Patrick Richetts, que participou na histórica e decisiva batalha do Cuito Cuanavale, contou aos jornalistas como aconteceu o princípio do fim do “apartheid”.

Crescimento do país

Mas não apenas do passado vivem os antigos combatentes do ANC. Os antigos guerrilheiros contactados pelos jornalistas angolanos realçaram o desenvolvimento que Angola regista hoje e sugeriram maior aproximação entre os dois povos, sublinhando a importância de isenção de vistos entre os dois países, face às ligações familiares ou de outra índole, que mantêm.

Passados muitos anos, aspectos da cultura do país que os acolheu e apoiou permanecem bem vivos. Uns recordam-se de canções da altura. É o caso do pensionista Philips Montjusdi, que diz trazer no coração a música de Tabonda que é homenagem uma Agostinho Neto, e fez questão de cantá-la aos repórteres num português “limpo”.


Além do português, estes sul-africanos guardam ainda expressões em kimbundo e umbundo, além de memórias sobre cerimónias tradicionais a que assistiram, as telenovelas brasileiras na TPA, locais de referência como o Roque Santeiro e Largo 1º de Maio. Havia inclusive adeptos do desporto, como um deles se revelou apoiante do 1º de Maio de Benguela.


In Jornal de Angola
13/12/2010



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